#A VOZ DO PASTOR #ROCEIRO OUTUBRO/NOVEMBRO DE 2017

dom-ailton2Caríssimo (a) Leitor (a).

Os meses de Outubro e Novembro batem às portas. E este vosso irmão e pastor aproveita mais uma vez para bater às portas do seu coração, para uma reflexão fraterna, amigável e pastoral.

No mês de setembro passado, dois grandes acontecimentos foram marcantes, seja  para a nossa Igreja Particular, seja para a Igreja de todo o Brasil. Estou me referindo ao nosso 11º Encontrão das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), realizado em Crateús, nos dias 02 e 03 de setembro, que, além dos delegados das paróquias, que passaram de 600, envolveu muito mais pessoas e famílias. Iluminou este nosso encontro, a temática do 14º Intereclesial das CEBS, que será realizado em janeiro de 2018, em Londrina-PR: “CEBs e os Desafios do Mundo Urbano”. Foram dias de júbilo, celebrações, reflexões, memória da caminhada, compromissos, homenagens a pessoas que fizeram ou ainda fazem parte desta nossa história.

Poucos dias depois, um pouquinho mais longe de Crateús, lá na cidade de Recife-PE, outra pequena multidão de homens e mulheres, adultos e jovens (Leigos, bispos, padres e religiosos e religiosas), nos dias 07 a 10 de setembro, vindos de todo o Brasil, realizaram o 4º Congresso Missionário Nacional, cujo tema iluminador foi: “A Alegria do Evangelho para uma Igreja em Saída”. Entre os 700 participantes deste 4º Congresso, 04 eram de nossa diocese: Irmã Adelaide, Seminarista Damácio, o jovem Ismael (Nova Russas) e Dom Ailton.

Podemos resumir o significado do nosso 11º Encontrão das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) com algumas palavras da mensagem enviada a todas as comunidades da diocese, por ocasião do encerramento do encontro: Este momento “fortaleceu a nossa rede de comunidades e todos nós ficamos revigorados e animados para tocar adiante a nossa Caminhada. Os encontros, desde o da Paróquia até o diocesano, foram momentos de estreitar os laços campo e cidade, de perceber melhor os desafios do mundo urbanizado e de indicar formas de superação, na direção de outro mundo possível, sinal e anúncio do Reino… Damo-nos conta que não conseguiram roubar de nós a comunidade, a nossa fé e a nossa esperança. Somos como a caatinga que perde a folhagem para resistir e guarda sementes, escondidas no chão, anos a fio, esperando o tempo bom para nascer… Anunciamos o evangelho da alegria, buscamos uma vida simples e, estamos, sempre, com o pé na estrada, ao encontro das pessoas excluídas de nossa sociedade… Acreditamos na presença do Espírito em nosso meio a guiar-nos e, por isso, valorizamos e apoiamos as pessoas e iniciativas em favor da vida… Temos consciência de que a missão continua e que ela é de todos/as; precisamos, portanto, continuar avançando na compreensão e superação dos desafios do mundo urbanizado. Confiemos no sopro do Espírito que nos move, na certeza de que o Amanhã vai chegar!

 Do 4º Congresso Missionário Nacional ressoam fortes estas palavras: “O exemplo dos mártires e profetas, como Dom Helder Câmara, ajudou-nos a olhar para o Brasil, mergulhado numa profunda crise que fere, no coração e na alma, a nós e a tantos irmãos e irmãs empobrecidos, excluídos e descartados”.

 O 4º CMN, conforme a mensagem enviada à Igreja do Brasil, “foi o encontro de irmãs e irmãos que partilharam sua fé, suas lutas, suas angústias, seus sonhos, suas esperanças. Durante todo o tempo, sentimos agir em nós o Espírito Santo, protagonista da missão, reforçando nossa convicção de que ser missionário é uma graça e uma responsabilidade. Por isso, renovamos nosso compromisso com a Infância e Adolescência Missionária e com a Juventude Missionária, em união com as demais expressões juvenis, a fim de que crianças, adolescentes e jovens sejam protagonistas da missão onde quer que estejam”.

Na mesma mensagem, “reafirma-se a vocação dos cristãos leigos e leigas como sujeitos na missão… reconhece-se o testemunho das consagradas e consagrados, dos seminaristas, dos ministros ordenados – diáconos, padres e bispos – que cada vez mais assumem a missão como resposta ao chamado de Deus”. Assume-se ainda “a tarefa de apostar, cada vez mais, nos espaços que nos ajudam a ser uma Igreja sinodal, fortalecendo os organismos e conselhos missionários em todas as instâncias”.

As reflexões do Congresso lembravam que, “para a vivência da missionariedade é imprescindível a atitude da escuta. Contribui para isso a formação missionária contínua que alimenta nossa espiritualidade, cria a cultura da missão e contribui para que todos os batizados assumam sua vocação missionária. Assim, onde estivermos iremos ecoar o refrão que ficou gravado em nossos corações: “Tudo com missão, nada sem missão”.

 Queridos irmãos (ãs), em sua comunidade, paróquia, abrace a missão. Seja missionário (a)! Missionarize a sua Pastoral, seu Movimento, seu grupo! Prepara-se para a escuta. Sair é preciso. Mas saímos para entrar. Portanto, entrar é preciso. Entrar nas realidades, dramas, angústias, alegrias do homem e da mulher do nosso tempo. Isso exige coragem, formação, abertura, firmeza, ternura, acolhimento.

Boa Missão!

 

 

 

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