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DOM AILTON MENEGUSSI

Sou natural de Nova Venécia, filho de agricultores: Pedro Menegussi Sobrinho (in memorian) e Aurora Passini Menegussi(in memorian). Sou o décimo filho de um total de onze irmãos (João Batista, Ana Maria, Antônio Acácio, José Moacir, Luiz Roberto, Águida Lúcia, Geraldo, Adalto, Agostinho – (EU) – e Maria Aparecida. Agradeço a Deus pelo testemunho de fé de meus pais e de toda a minha família. Essa é, sem dúvida, uma das minhas motivações vocacionais ao lado de outras, é claro, com por exemplo, os serviços realizados nas diferentes pastorais da comunidade de Santa Rosa do Limão e, principalmente, de  Córrego das Flores (São João Batista), hoje paróquia de São Pedro, Vila Pavão.

Minha formação intelectual iniciou-se numa escolinha pluridocente chamada Córrego do Limão, com a professora Eliene Alberti e Ida Campana, tendo também estudado na Escola Fazenda Ziviani, em Córrego das Flores com a professora Martina Fejoli das Neves. O ensino de primeiro grau deu-se na Escola Polivalente de Nova Venécia e o segundo grau (Ensino Médio – Habilitação para o Magistério), no Colégio Estadual, também em Nova Venécia,  concluído em 1980.

Na caminhada religiosa alguns momentos ficaram marcantes: Na infância e adolescência, a contemplação do presépio e, mais tarde, o fato de ajudar a prepará-lo. Na juventude, o engajamento nas pastorais da comunidade, sobretudo no grupo de jovens e as muitas dramatizações e teatros que realizamos. A decisão de entrar para o seminário foi outro momento muito forte aos 27 anos, assim como a Ordenação Diaconal, em Águia Branca (30/05/1998) e a Ordenação Presbiteral, em Nova Venécia (22/11/1998).

BrasãoAntes do seminário, trabalhei como professor concursado na rede estadual por nove anos, em escola pluridocente. Marcante foi a primeira experiência como professor naquele ano de 1981, como também a classificação no Concurso de Ingresso do Estado alguns anos depois. Um fato marcante foi poder ajudar financeiramente a meu pai, quando recebi sete meses de salários atrasados em 1982. Aos finais de semana praticava esportes (futebol), dançava, divertia-me com os amigos, atuava em grupo de teatro na comunidade. Experiências que só me ajudaram no caminho vocacional.

Hoje, aos cinqüenta e um anos de idade, confesso que, às vezes, me encontro temeroso para iniciar uma experiência como esta. Mas, como sabemos que o espírito não tem idade, não envelhece, arregaço as mangas e parto para esta missão, contando com o apoio e as orações de todos e de cada um de vocês.

Crateús é uma diocese do interior do Ceará, região assolada pela seca. São 13 municípios, com 13 paróquias, uma Quase paróquia e uma Área Pastoral. O território é de 20 mil quilômetros quadrados, ou seja, bem maior que o da diocese de São Mateus. O Clero é pequeno para as necessidades da diocese. O povo é muito fervoroso, amável e acolhedor. A cidade sede, Crateús, está situada a 350 Km de Fortaleza, a capital do estado.

Com a interseção de São Francisco de Assis, com a proteção da Virgem Maria e com a luz do Espírito Santo siguirei em frente. Obrigado a todos pelo carinho e acolhimento.

Deus vos abençoe e vos guarde!

Dom Ailton Menegussi

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