Processo de beatificação do surfista Guido Schäffer é aberto no Vaticano

O processo de beatificação do seminarista Guido Schäffer, foi aberto na terça-feira, 28 de novembro, no Vaticano. A arquidiocese do Rio de Janeiro abriu o processo de beatificação em 17 de janeiro de 2015 e terminou no dia 8 de outubro deste ano. A documentação foi encaminhada para o Vaticano três dias depois, no dia 11 de outubro. O jovem médico, surfista e seminarista morreu em maio de 2009, aos 34 anos, enquanto surfava na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ).

Mais sobre Guido

Como todo jovem, Guido gostava de praticar esportes. Jogava futebol, fazia trilhas na mata e via no surfe um instrumento de conexão com a natureza e com Deus. Guido Schäffer pode ser o primeiro santo surfista.  Ele estava se preparando para seguir a vida religiosa e, assim, fazer o que mais gostava: dedicar-se ao próximo. Embora morasse em Copacabana e tivesse feito a Primeira Comunhão e o Crisma naquele bairro, o amadurecimento espiritual do jovem se deu em Ipanema. Lá, iniciou o grupo de oração Fogo do Espírito Santo. Era em Ipanema que Guido arrebanhava voluntários para ajudar moradores de rua, mendigos e doentes. Atuou como clínico geral na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, dedicando-se à Pastoral da Saúde e ao atendimento aos mais humildes.

Também auxiliava o trabalho das irmãs Missionárias da Caridade junto à população de rua. Outra característica marcante do seminarista era a serenidade. Onde quer que fosse, ele unia as pessoas e era incapaz de falar mal de alguém, ou mesmo alimentar discussões. A partir da atuação nas obras de caridade surgiram relatos de curas inexplicáveis, de conversões e de moradores de rua que decidiram lutar contra os vícios. Esses casos passaram a ser frequentes após a morte do jovem.

Detalhes da abertura do processo

Segundo a arquidiocese do Rio, quatro grandes momentos marcaram a cerimônia de abertura do processo de beatificação do jovem: a exumação do corpo, o ato jurídico de abertura do processo, o reconhecimento canônico dos restos mortais e a cerimônia de acolhida desses restos mortais ou relíquias na Paróquia Nossa Senhora da Paz.

O corpo de Guido estava enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo, e foi exumado no dia 12 de janeiro de 2015, dando início aos procedimentos para a instauração do processo. No dia 17, aconteceu a instauração do Tribunal Eclesiástico para pesquisa da vida e das virtudes do jovem, através de ato jurídico canônico na Basílica Imaculada Conceição, também em Botafogo. Os restos mortais de Guido foram reconhecidos no dia 20 de janeiro, na Paróquia São Sebastião, na Tijuca, durante celebração festiva em honra ao santo padroeiro do Rio, sob a presidência do arcebispo local, cardeal Dom Orani João Tempesta.

Logo após, a urna com os restos mortais foi levada em um carro do Corpo de Bombeiros, em carreata, até a Paróquia Nossa Senhora da Paz. Amigos que surfavam com Guido foram em cima do caminhão dos Bombeiros e lá homenagearam o jovem, carregando pranchas de surfe, uma delas com a inscrição Jesus is our wave (Jesus é a nossa onda).

As freiras que trabalharam com Guido na assistência a moradores de rua, amigos, médicos e o povo de Deus acompanharam a carreata.

 

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