RELATÓRIO DA ASSEMBLEIA DIOCESANA DA CPT DE CRATEÚS

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DATA: O7/12/2019
LOCAL: Centro de Treinamento Dom Antônio Batista Fragoso
A Assembleia teve 32 participantes, sendo os mesmos das seguintes paróquias: Parambu, Tauá, Independência, Crateús, Sucesso, Ipaporanga, Ararendá, Poranga, Nova Russas e Monsenhor Tabosa.
O encontro iniciou as 8:00h com a acolhida, que foi animada pelos representantes da paróquia de Parambu, onde foi solicitado aos presentes, cantar uma música de boas-vindas e cumprimentar a pessoa que estava a sua direita e sua esquerda. Dando continuidades, ainda os membros da paróquia de Parambu conduziram a apresentação, na ocasião foi entregue a cada participante uma targeta e um pincel. Os presentes foram convidados a escrever na targeta uma palavra, que expressasse o motivo da sua participação na Assembleia. Após escrever a palavra, cada disse de onde veio, o nome e apresentou a palavra escrita, explicando porque escolheu aquela palavra, em seguida com um rolo de barbante em mãos jogava para outra pessoa formando uma teia que interligou todos os participantes.
A palavras que expressavam o motivo de estarem reunidos foram as seguintes: Compromisso, resistência, superação, partilha, esperança, formação, união, transformação, solidariedade, articulação, conhecimento, coragem, luta, coletividade, integração, engajamento, animação e alegria.

A oração do dia foi animada pelos participantes da paróquia de Independência, que pediu aos participantes para lembrar sinais de alegria e esperança, presentes no cotidiano:
Espiritualidade: com cruz, esperança, vida nova e ressureição. Apesar de diariamente a TV apresentar uma espiritualidade, barata de show. Nas nossas paróquia não devemos esquecer a história e memória que deve continuar a alimentando a vida da comunidade;
Que os seguidores de Jesus sejam capazes de levar adiante sua missão e não se deixar levar por uma corrente, apática, que não estimula o cristão a transformar o meio onde vive;
Maria suscita em nós, comunhão, solidariedade, perseverança, amor e firmeza;
Não desanimar diante das dificuldades, que novos poderes sejam comprometidos com as causas dos camponeses;
Estimular os jovens para engajar-se e comprometer-se com os projetos que defendem à vida e o meio ambiente.
Em seguida foi lido o texto do Evangelho de São Mateus, 9, 35 – 10, 1,6-8. Após a leitura, foi feito a partilha pelo grupo, onde cada um expressou na compreensão, qual a mensagem deste evangelho para os dias atuais. Cantou-se o Canto de Zacarias e encerrou com um Pai-Nosso.

ANÁLISE DE CONJUNTURA
Padre Maurizio fez uma explanação sobre a conjuntura atual, e iniciou citando Boulding, dizendo, a Terra é uma “nave espacial” única, com limites tanto de extração de recursos quanto na absorção de rejeitos e poluição. Nesta economia, o rendimento global precisa ser minimizado em vez de maximizado. Boulding mencionou: “Acreditar que o crescimento econômico exponencial pode continuar infinitamente num mundo finito é coisa de louco ou de economista” (Boulding, 1966).
Apresentou quatro grandes desafios que a humanidade terá de enfrentar e que estes, são capazes de destruir o planeta.
Mudanças Climáticas: os impactos da mudança do clima afetem a todos, a intensidade desses impactos e a capacidade dos indivíduos e dos grupos sociais em lidar com as consequências de tais mudanças são diferenciadas. As raízes desta diferenciação podem ter ligação com o território no qual tais grupos habitam, ou com o impacto específico na dinâmica de um dado recurso natural utilizado por um grupo e não por outros. Não obstante, existe um fator que gera e/ou acentua desigualdades entre grupos e classes sociais no que tange à sua resiliência aos impactos das alterações no clima, tais como condições precárias de acesso à renda e a serviços básicos de cidadania (saúde, segurança, educação e infraestrutura em geral). Grupos sociais em maior vulnerabilidade socioeconômica frequentemente são também mais vulneráveis a eventos tais como enchentes, secas prolongadas, falta de disponibilidade hídrica e variação na quantidade e no preço dos alimentos. Estes eventos estão sendo intensificados com o advento das mudanças do clima e tendem a ser cada vez mais frequentes e intensos à medida que essas mudanças se acentuem.
Uso excessivo dos Recursos Naturais: Os recursos naturais são aqueles que nosso planeta nos oferece sem necessidade de intervenção humana. Eles são essenciais para sobrevivência, mas, se forem consumidos em um ritmo mais rápido do que a sua regeneração natural, como acontece atualmente, eles podem acabar. Para que haja sustentabilidade ambiental, o desenvolvimento não pode degradar as condições ambientais e o equilíbrio climático que são a base ecológica para a continuidade da geração de riqueza ao longo do tempo, para as atuais e as futuras gerações. Os seres humanos estão esgotando esses recursos naturais do planeta, e os níveis de qualidade de vida começarão a diminuir por volta de 2030, caso medidas imediatas não sejam tomadas.
CONSEQUÊNCIAS DA SUPEREXPLORAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS
Ambientais: O desaparecimento dos habitats essenciais para a fauna e flora, ou seja, a extinção de espécies. Existem cerca de 30 milhões de espécies animais e vegetais diferentes no mundo e, delas, 26.197 espécies estavam ameaçadas de extinção, de acordo com levantamento de 2018 da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
Econômicas: 33% do solo do planeta está degradado em níveis de moderado a alto, segundo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) publicado em 2017. Se a erosão de solo fértil continuar nesse ritmo, os preços dos produtos agrícolas vão inevitavelmente disparar.
Para a saúde: se não cuidarmos das florestas, haverá menos sumidouros de carbono e, portanto, mais poluição do ar. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), nove em cada dez pessoas no mundo respiram ar com altos níveis de poluição e sete milhões de pessoas morrem anualmente por conta da contaminação — ambiental (do exterior) e doméstica — do ar.
É imprescindível considerar questões que são basilares em qualquer discussão relacionada ao desenvolvimento sustentável: o bem estar humano, o meio ambiente e o futuro. Desse modo, temas como poluição, biodiversidade, exploração de recursos naturais, efeitos climáticos, entre outros, devem ser relacionados – tanto para análise quanto para a implementação de soluções – a desemprego, pobreza e riqueza, tecnologias, valores culturais, organizações políticas e sociais.
A forma como hoje utilizamos os recursos naturais, é algo desastroso. O que estamos fazendo com isso? Nos dias atuais pensa-se a natureza e seus recursos como coisas que se pode vender, explorar e transformar em dinheiro. Áreas que hoje são férteis, vão se transformar em desertos. Cidades inteiras irão ficar submersas por águas.
Desigualdades Sociais: A desigualdade social é a diferença nas condições de vida da população de um mesmo lugar. Ela pode se manifestar de muitas formas, por exemplo: na diferença de acesso a direitos básicos como saúde, moradia, educação, oportunidades de trabalho, distribuição de renda, entre outros. O problema dos baixos investimentos do governo em determinadas áreas é relacionado com a desigualdade que é gerada pela má distribuição de renda. Apesar de ser um país rico em recursos naturais e com um PIB (Produto Interno Bruto) figurando sempre entre os 10 maiores do mundo, o Brasil é um país extremamente injusto no que diz respeito à distribuição de seus recursos entre a população. Um país rico; porém, com muitas pessoas pobres, devido ao fenômeno da desigualdade social, que é elevado. Hoje no Brasil, apenas seis pessoas detém a riqueza que deveria ser distribuída entre 100 milhões.
Ameaça Nuclear: as armas nucleares, são as armas mais terríveis já inventadas. Nenhuma arma tem maior poder destruição e causa tanto sofrimento humano. Não havendo maneira de controlar o alcance da precipitação radioativa ou a duração de seus efeitos. Uma bomba nuclear detonada em uma cidade mata, no instante, milhares de pessoas e dezenas de milhares sofrerão lesões horríveis, morrendo posteriormente em consequência da radioatividade. Além das perdas de vidas, uma guerra nuclear pode causar danos duradouros ao planeta terra.
Os exércitos podem acabar, mas a guerra pode ser feita de outro jeito e mais destrutiva. A forma de guerrear mudou, para haver uma guerra, precisa apenas de um inimigo, que hoje por exemplo é a corrupção. A corrupção não é coisa de gente ruim, mas do sistema em que estamos inseridos.
A concentração hoje tem base no tripé: poder, decisão e informação.
Tudo está interligado, e temos que nos conscientizar que não podemos ficar fora de tudo isso. Precisamos ter conhecimento do que está na raiz do sistema.
Fazem parte do nosso cotidiano: desinformação, desemprego, migração, doenças, corrupção, enganação, mineração, que são gerados pela: manipulação, concentração, extinção ou redução das políticas públicas e etc.
No município de Crateús está sendo construído o lago de fronteiras, porém se for concluído, não apenas o território do Município de Crateús será inundado, mas outras áreas de municípios vizinhos também, Atualmente a obra está parada, foi construído 15 metros dos 40, que farão parte da parede e foram dispensados os trabalhadores sem receber os seus direitos pelo período que trabalharam na construção. E ainda há denúncias que valor a ser destinado para as indenizações desapareceu.
No Município de Poranga, considerado capital dos ventos, serão instalados parques eólicos.
Toda infraestrutura montada nas cidades hoje, são em função destes megaprojetos que estão em fase de pesquisa ou instalação, em função do desenvolvimento, que beneficia principalmente o grande capital.
Infelizmente homens e mulheres não sabem viver de um jeito novo, de um jeito diferente. Onde haja respeito pelo o ser humano e o que o cerca.
O que presenciamos diariamente é:
Retirada de direitos;
Enganação;
Mais exclusão;
Menos projetos e políticas públicas;
Manipulação;
Descriminação e tortura.
Estão roubando a consciência da população com mentiras, com fake news. E isso é inadmissível. É vergonhoso.

Após a análise conjuntural, o grupo passou a fazer um olhar para o chão onde atuam enquanto Comissão Pastoral da Terra. Respondendo as indagações: Quem somos? E o que estamos fazendo?

Quem Somos e o que estamos fazendo?
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) nasceu em junho de 1975, durante o Encontro de Pastoral da Amazônia, convocado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e realizado em Goiânia (GO). Inicialmente a CPT desenvolveu junto aos trabalhadores e trabalhadoras da terra um serviço pastoral. Na definição de Ivo Poletto, que foi o primeiro secretário da entidade, “os verdadeiros pais e mães da CPT são os peões, os posseiros, os índios, os migrantes, as mulheres e homens que lutam pela sua liberdade e dignidade numa terra livre da dominação da propriedade capitalista”.
Fundada em plena ditadura militar, como resposta à grave situação dos trabalhadores rurais, posseiros e peões, sobretudo na Amazônia, a CPT teve um importante papel. Ajudou a defender as pessoas da crueldade deste sistema de governo, que só fazia o jogo dos interesses capitalistas nacionais e transnacionais, e abriu caminhos para que ele fosse superado. Ela nasceu ligada à Igreja Católica porque a repressão estava atingindo muitos agentes pastorais e lideranças populares, e também, porque a igreja possuía uma certa influência política e cultural.
Os posseiros da Amazônia foram os primeiros a receber atenção da CPT. Rapidamente, porém, a entidade estendeu sua ação para todo o Brasil, pois os lavradores, onde quer que estivessem, enfrentavam sérios problemas. Assim, a CPT se envolveu com os atingidos pelos grandes projetos de barragens e, mais tarde, com os sem-terra. Terra garantida ou conquistada, o desafio era o de nela sobreviver. Por isso, a Agricultura Familiar mereceu um destaque especial no trabalho da entidade, tanto na organização da produção, quanto da comercialização. A CPT junto com seus parceiros foi descobrindo que esta produção precisava ser saudável, que o meio ambiente tinha que ser respeitado, que a água é um bem finito. As atenções, então, se voltaram para a ecologia.
A CPT também atua junto aos trabalhadores assalariados e os boias-frias, que conseguiram, por algum tempo, ganhar a cena, mas que enfrentam dificuldade de organização e articulação. Além destes, há ainda os “peões”, submetidos, muitas vezes, a condições análogas às da escravidão.
Em cada região, o trabalho da CPT adquiriu uma tonalidade diferente de acordo com os desafios que a realidade apresentava; sem, contudo, perder de vista o objetivo maior de sua existência: ser um serviço à causa dos trabalhadores rurais, sendo um suporte para a sua organização. O homem do campo é que define os rumos que quer seguir, seus objetivos e metas. A CPT o acompanha, não cegamente, mas com espírito crítico. É por isso que a CPT conseguiu, desde seu início, manter a clareza de que os protagonistas desta história são os trabalhadores e trabalhadoras rurais.
Finalmente, os direitos humanos, defendidos pela CPT, permeiam todo o seu trabalho. Em sua ação, explícita ou implicitamente, o que sempre esteve em jogo foi o direito do trabalhador, em suas diferentes realidades. De tal forma que se poderia dizer que a CPT é também uma entidade de defesa dos Direitos Humanos ou uma Pastoral dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras da terra.

MISSÃO DA CPT
Convocada pela memória subversiva do evangelho da vida e da esperança, fiel ao Deus dos pobres, à terra de Deus e aos pobres da terra, ouvindo o clamor que vem dos campos e florestas, seguindo a prática de Jesus.
A CPT quer ser uma presença solidária, profética, ecumênica, fraterna e afetiva, que presta um serviço educativo e transformador junto aos povos da terra e das águas, para estimular e reforçar seu protagonismo.
A CPT reafirma seu caráter pastoral e retoma, com novo vigor, o trabalho de base junto aos povos da terra e das águas, como convivência, promoção, apoio, acompanhamento e assessoria:
Nos seus processos coletivos: de conquista dos direitos e da terra, de resistência na terra, de produção sustentável (familiar, ecológica, apropriada às diversidades regionais);
Nos seus processos de formação integral e permanente: a partir das experiências e no esforço de sistematizá-las; com forte acento nas motivações e valores, na mística e espiritualidade;
Na divulgação de suas vitórias e no combate das injustiças; sempre contribuindo para articular as iniciativas dos povos da terra e das águas e buscando envolver toda a comunidade cristã e a sociedade, na luta pela terra e na terra; no rumo da “terra sem males”.

O que estamos fazendo nas paróquias onde atuamos?
PARAMBU
Fez articulação e preparação para participação dos assentados no encontro das áreas de assentamentos em Orange – Monsenhor Tabosa;
Aconteceu na paróquia romaria das águas;
Realização de festas da colheita;
O Fórum dos assentados reúne-se a cada dois meses;
Visitas aos quintais produtivos;
Participação em audiência pública em Quiterianópolis sobre mineração;
Reunião e visitas a famílias da região do Rio de Jucás, esclarecendo sobre os malefícios causados pela mineração;
Na festa do Padroeiro de Monte Sion, teve um dia especifico para celebrar com os trabalhadores;
Participação na articulação e organização da 1ª feira da agricultura familiar realizada na escola Ana de Siqueira Gonçalves, situada no Distrito de Monte Sion;
Participação na missa festiva em comemoração aos 50 anos de ordenação de Padre Maurizio na praça da Igreja Matriz de Parambu.
TAUÁ
A CPT e o STTR articularam a celebração de 40 anos da missa do vaqueiro;
Organização e preparação da missa dos trabalhadores no 1º de maio;
Participação do no grito dos excluídos, como ato paralelo ao desfile de 7 de setembro, com a contribuição de diversos parceiros;
Reunião da comissão paroquial da CPT a cada dois meses;
Realização de visitas a várias comunidades;
Integração de alguns jovens a equipe;
Participação dos assentados no encontro das áreas de assentamento;
Na festa da padroeira da paróquia realizaram coleta de sementes;
Realização de missa festiva alusiva aos 50 anos de ordenação de Padre Maurizio, com a distribuição de 1.500 mudas de plantas da caatinga.
ARARENDÁ
Aconteceu romaria das águas;
Realização de festas da colheita;
Efetivação de três etapas da escola camponesa;
Aconteceu na comunidade Ribeiro a missa do vaqueiro;
Concretização de estudos sobre o dia internacional da mulher;
Participação na Assembleia da CPT em Independência;
Celebração de missa de aniversário de instalação de assentamentos;
Escolas no município têm em grade curricular a educação contextualizada;
Fizeram coleta de sementes crioulas;
Realizaram coleta de cesta básicas para Escola Família Agrícola Dom Fragoso;
NOVA RUSSAS
Articulação e concretização da romaria das águas, integrando jovens e STTR;
Cuidado com as praças da cidade e interior (arborização);
Escola utiliza cisterna para plantio de hortas em Canindezinho;
Reflexão sobre os quintais produtivos urbanos e rurais (visitas e oficinas);
Utilização de medicina alternativa, reavivando a utilização de plantas medicinais e alimentação natural;
Algumas comunidades realizam a coleta do lixo;
Aconteceram festas da colheita em 12 comunidades;
Criação de cabras leiteiras, as famílias fazem o queijo e realizaram uma feira com a participação de mais de 2.000 pessoas;
Apoio aos educandos da paróquia que estudam na EFA.
IPAPORANGA
10 agricultores se comprometeram de plantar sementes crioula;
Vão apoiar a realização da feira da agricultura familiar em uma escola;
Várias escolas do município praticam a educação contextualizada;
Visitas aos quintais produtivos;
Na comunidade Lagoa dos Boi tem um grupo de agricultores que têm atualmente 1.200 pés de banana com 200 produzindo;
Organização da troca de serviço (adjunto).
PORANGA
Pesquisa para identificar os olhos d’água existentes no município;
Realização do grito dos excluídos;
Uma pequeno número de agricultores já comercializam seus produtos na feira, sem agrotóxicos;
Cresceu o número de famílias com quintais produtivos;
40 famílias receberam cabras leiteiras através de projeto;
Considerável quantidade de pessoas passaram adotar a medicina alternativa;
Articulação e organização de encontros de mulheres;
Instalação no município mineradoras e parques eólicos.
CRATEÚS
Organização da festa das mulheres no assentamento Palmeiras;
Comemoração do aniversário de conquista do assentamento Palmeiras;
Considerável número de agricultores plantam sem uso de agrotóxicos;
Comercialização do mel de abelha através da cooperativa, sendo 42 sócios, sendo que 82 apicultores efetivam suas vendas pela cooperativa;
Filhos de assentados atualmente estudam nas EFAS;
Diálogo com as escolas sobre a comercialização da produção através do PAA e PNAE;
Visitas realizadas pela CPT e MST a vários povoados onde residem as famílias atingidas pela construção do lago de fronteiras.
MONSENHOR TABOSA
Reunião da equipe da CPT juntamente com STTR;
Realização de festas da colheita;
Fórum dos assentados está se rearticulando e reorganizando;
Visitas a 12 áreas de assentamentos;
Está programado a realização do projeto natalino na comunidade de Morgado com festival cultural, onde terão atrações como: Silvio Holanda, reizados, peças de teatro, dentre outras;
Prepararam-se para acolher o encontro das áreas de assentamento no assentamento Orange.
SUCESSO
A CPT está se reorganizando;
Celebraram o dia do trabalhador na festa da Padroeira;
Articulação da romaria das águas;
Realização da festa da colheita;
Participação na festa do trabalhador no dia 1º de maio.
INDEPENDENCIA
Reunião com instituições locais;
Celebraram na festa da Padroeira e nas festas de padroeiros em várias comunidades o dia do trabalhador;
Realização da festa da colheita em 14 regiões da paróquia;
Envolvimento de alguns membros da CPT na preparação para acolher o encontro diocesano da PJR;
Participação e articulação das Romarias das águas, juntamente com as CEBs e juventude;
Maior responsabilidade das comunidades no sentido ajudar na sustentação da EFA;
Na comunidade de Iapi 247 famílias participam de um consorcio, instituído pela própria comunidade, destas 147 participam de sorteio de dinheiro, sendo que apenas uma família é sorteada, e com o valor recebido cuidam da saúde, constroem cisternas e fazem melhorias em suas casas;
A comunidade de Brilhante está reestruturando a casa de sementes;
Jovens da comunidade de Paraiso fizeram um resgate da história das famílias e de peças arqueológicas, trilhas e sítio arqueológico, que já encontra-se mapeado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. Reuniram as famílias para apresentar o resgate histórico;
Visitas aos quintais produtivos diversificados;
Várias famílias criam caprinos com apoio da Cáritas;
Através da CPT foram vendo a importância de instituir novas tecnologias e preservação do meio ambiente e resgate da história.
O que aprendemos e em que avançamos?
PARAMBU
A melhor organizar-se;
Participar das ações que visem melhoria para os camponeses;
Lutar por mais qualidade de vida;
Realizando audiência para compreender os perigos da mineração;
Unir-se e buscar parceiros para enfrentar as dificuldades e desafios.
TAUÁ
A não utilização de agrotóxicos;
Cuidar da terra e da água;
Valorizar o que existe de produção nas comunidades.
ARARENDÁ
Crescimento da apicultura;
Diminuição do uso de agrotóxicos;
Cuidar e preservar o meio ambiente;
Aumento das queimadas este ano;
Cuidado com a água e coleta adequada do lixo;
Romarias das águas despertaram para o cuidado com a água;
Diminuição do uso de descartáveis;
Muitas famílias já adotam uma alimentação mais saudável;
Plantio de bananas e hortas como fonte de alimento saudável e ampliação da renda das famílias que compõem o grupo;
Troca de experiências entre os grupos (compartilhar práticas);
Plantio de mogno;
Troca de sementes e mudas;
Invenção e experimentação de ferramentas para agricultura;
Troca de serviços (adjunto).
NOVA RUSSAS
Ampliação nas escolas que estão aderindo a educação contextualizada;
Parcerias: famílias, escolas e poder público para cuidar das praças.
IPAPORANGA
Ampliação nas escolas da prática de educação contextualizada;
Estudantes da EFA ajudam a cuidar melhor da terra e da água;
Compartilhamentos de ideias e saberes.
PORANGA
Aumento do uso de alimentos naturais e sem agrotóxicos;
Apicultura como renda extra e substituição do açúcar pelo mel de abelha.
CRATEÚS
Compreensão da importância da área de reserva dentro do assentamento;
Estão procurando conhecer melhor as espécies e cuidar do habitat delas;
Realização de feira agroecológica duas vezes por mês, em parceria com STTR e Cáritas.
MONSENHOR TABOSA
Reorganização do fórum dos assentados;
Ampliação do consumo de mel de abelha;
Apoio do STTR nas atividades juntamente com a escola do campo.
SUCESSO
Participação de jovem na feira semanal;
Não utilização de descartáveis;
Campanha de conscientização do uso do NIN;
Distribuição de mudas árvores nativas.
INDEPENDÊNCIA
Acolhimento dos jovens que participaram da assembleia da PJR;
Famílias adotam medicina natural para cuidar da saúde.

Quem assume a CPT na paróquia?
Independência – A equipe é formada por 1 coordenador de cada região.
Poranga – Odete e Miguel, não tem comissão.
Ararendá – Uma comissão de 8 pessoas, que se dispuseram a trabalha a partir da realização das escolas camponesas.
Crateús – Apenas Eunice, e no momento apelando para que a Ir. Antonina venha contribuir.
Sucesso – Com incentivo da equipe pastoral, está se reorganizando.
Tauá – Um grupo de 8 pessoas;
Parambu – Comissão de 6 pessoas e o fórum dos assentados.
Nova Russas – Uma comissão que se reúne de dois em dois meses.
Monsenhor Tabosa – Uma equipe de 3 pessoas e o Padre Aldenor.
Ipaporanga – Está se reorganizando.

SINTESE
Após as falas dos representantes das paróquias Padre Machado fez uma síntese. Na sua explanação proferiu o seguinte, cada paróquia fez coisas diferentes como por exemplo:
Formação diversificada;
Apoio, reorganização e trabalho conjunto com fórum dos assentados;
Encontros e reuniões;
Escolas camponesas;
Surgimento de nova EFA na comunidade de Balseiro, Ipueiras;
Maior partilha com a EFA Dom Fragoso;
Crescimento do trabalho a partir das potencialidades locais;
Ampliação da educação contextualizada;
Aumento do número de quintais produtivos principalmente na área urbana;
Crescimento da produção agroecológicas;
Maior preocupação com as sementes;
Desenvolvimento da apicultura com fonte de renda;
Certo enfraquecimento do grito dos excluídos;
Realização de festas da colheita;
Inserção em maior quantidade do dia do trabalhador nas festas de padroeiros;
ma variedade de formas de partilhar.

Aprendizagem e avanços
Produzir de forma diferente e respeitando o meio ambiente;
Crescimento da apicultura;
O fazer a partir das forças existentes na comunidade;
Implementos agrícolas feitos pelos próprios agricultores;
Troca de serviços e experiências;
Integração dos jovens, está sendo gestada para favorecer a permanência dos mesmos no campo.

Encaminhamentos
Cada paróquia procurar visualizar na realidade local os grandes desafios a serem enfrentados: Idosos, vaqueiros, jovens, migrantes, mineração, apicultura, dentre outras, e procurar contemplar essas diversidades no seu plano de ação.
Que recursos temos para realizar as nossas ações planejadas, conforme as nossas condições? Como ampliar e fortalecer as parcerias?
Realizar encontro das áreas de assentamento por área. Deve-se montar uma equipe em cada para área para planejar, articular, organizar e realizar o encontro.

18ª ROMARIA DA TERRA E DAS ÁGUAS
As Romarias da Terra e das Águas são espaços de celebração, fraternidade, luta e produção, um elemento fundamental da cultura popular, camponesa e religiosa.
Para estimular a participação na 18ª Romaria da Terra, devemos preparar a participação e qualidade da espiritualidade profética, libertadora, para nos educar a crescer, fazer amadurecer e emergir as riquezas que existem em nós. Por isso deve haver esforços para trabalhar um nova espiritualidade a partir da realidade.
O que tem definido para a romaria:
TEMA: Água e Terra Prometida, nossos povos com mais vida.
LOCAL: Crateús
DATA: SÁBADO 1º de agosto de 2020

PROGRAMAÇÃO
Saída das paróquias e diocese sábado de madrugada ou de manhã, conforme a distância;
Memória de uma luta camponesa, de martírio de uma pessoas, uma experiência de produção, fatos marcantes da vida do povo, para compartilhar em local especifico ou no momento da saída da paróquia ou diocese;
Chegada em Crateús, entre 11 e 12h da manhã, acolhimento nos locais definidos onde ficarão as dioceses e paróquias da diocese de Crateús.
PROGRAMAÇÃO NOS PONTOS DE ACOLHIMENTO
Entre 12 às 14h nos locais definidos para receber as dioceses e paróquias, almoço partilhado e descanso (cada pessoas traz seu farnel);
13:30 às 15h fila do povo;
15h deslocamento até a Igreja da Imaculada (na Ilha) para concentração;
15:30 visitações às exposições do centenário de dom Fragoso e Pe. Alfredinho;
16:30 caminhada até a Catedral;
17h apresentação musical (Zé Vicente e cantores da caminhada);
18h missa campal e envio dos romeiros;
19:30 retornos dos romeiros e romeiras as suas paróquias e dioceses.
Vale salientar que ainda não foi decidido se será confeccionados cartazes e subsidio com os encontros e orientações.
É importante destacar como parte da preparação da romaria o resgate de fatos ocorridos com a presença de Dom Fragoso ou Padre Alfredinho nas paróquias da Diocese Crateús, envia para o Padre Maurizio e serão publicados no Roceiro. Mais também é fundamental nas comunidades fazer a memória da importâncias desses dois homens na história da diocese de Crateús e na vida do povo simples, oprimido e sofredor, desde 1964 a 1998.
Não podemos também esquecer de participar das assembleias de planejamento das paroquias e colocar nos planos de ação de cada paróquia para 2020 a articulação, preparação e realização da 18ª romaria.
Está agendado para o dia 12/12/2019 uma reunião em preparação a romarias com a participação de instituições, movimentos e pessoas que queiram colaborar. O local será a cúria diocesana e o horário às 15h.
O V CONGRESSO DA CPT Nacional, ocorrerá em Marabá entre os dias 12 e 16 de julho de 2020. Com o tema: Somos Terra, Somos Água, Somos Vida.
Representarão a Diocese de Crateús:
Uma camponesas de Independência: Katiuce
Um camponês de Nova Russas: Valderez.
A ASSEMBLEIA DE PLANEJAMENTO DA CPT DIOCESANA será realizada no dia 21 de março de 2020.
Não havendo nada mais a tratar foi encerrada a assembleia, e eu Lia Lima, elaborei o presente relatório para fazer o registro dos fatos e assuntos debatidos, explanados e encaminhamentos definidos.
Crateús, 07 de dezembro de 2019

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